3 AUTORAS HOJE SOBRE HILDA

“O Bataille, por volta dos meus 20 anos, representou uma possibilidade de salvação pessoal, pois desde sempre eu gostei de desafiar os limites do corpo  (tenho memórias de infância muitíssimo remotas), de modo que ler Bataille foi uma espécie de pacificação, uma letra ou palavra-sublimação, talvez.

 

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Só mais tarde é que tive contato com Da morte (…) e esse contato se deu como um reencontro, foi como retomar o desafio diante dos limites, pois já nessa altura a letra ou a palavra não representavam para mim forma alguma de sublimação, ao contrário: passaram a ser uma realidade palpável (daí o perigo inscrito na leitura…).”

 

– Ana Cristina Joaquim

 

*  Está em curso a enquete 3 AUTORAS HOJE SOBRE HILDA, com participação das escritoras Juliana Frank, Ana Cristina Joaquim e Roberta Ferraz. A íntegra da enquete constará na publicação impressa ANTROHH, a ser lançada em novembro na Casa do Sol (mais informações logo). Cortaremos ao longo dos dias alguns trechos das respostas para o site.

 

**  Ana Cristina Joaquim é autora de ‘Gama Cromática[Córrego] e organizadora da antologia poética ‘Anamorfoses[Annablume], ambas de 2014.