artesão do mínimo

Este pequenino poema do livro ‘Da morte. Odes mínimas’ mostra por que é mais interessante dizer que o livro é não sobre a MORTE, mas sobre o minimalismo.

Fui pássaro e onça
Criança e mulher.
Numa tarde de sombras
Fui teu passo.

Como depurou, como cortou, como amalgamou, como reduziu, como abriu mão, despensou e desistiu Hilda na presente composição? Que saltos deu para passos deixar de dar e pular e o que terá pulado, quantos objetos e letras poupou que polpa tem no que restou? Tal análise seria mais útil, pois dá para entender um jovem hoje interessado no minimalismo enquanto o entusiasta da morte o que nós podemos fazer com ele é levá-lo para beber.