eu poderia te dizer

“O que eu estou descrevendo pode resultar para o outro assim: são seis horas da manhã, você está na praia, sozinha e simplesmente com falta de ar. SÃO SEIS HORAS DA MANHÃ, NÃO HÁ NINGUÉM NA PRAIA, estou parada e cada segundo é muito importante. Por quê?

 

HHDOFLUX

 

Porque a vida está dentro de mim, mas eu só posso te dizer: olha, olha para mim, eu estou viva. E não é um relato satisfatório. A praia foi cercada pelos urubus e eu poderia te dizer: a praia foi cercada pelas andorinhas, seria belo mas não seria honesto. A praia foi cercada pelos urubus e eles estão à espera. Do quê? De algum repasto que chegará ao mar.”

 

HH em seu ‘Fluxo-Floema’ (1970).

 

A palavra Floema, do grego ‘phloios’ (casca), teria sido cunhada em 1873 pelo botânico suíço Wilhelm Von Nageli para designar o tecido responsável pelo transporte da seiva em plantas vasculares.

 

O livro sai por 24,70 na Cultura, 24,50 no Ponto Frio e 19,90 nas Americanas.