fazer o novo / de novo

Não existe fazer o novo em literatura, isso é um mito permanente. Existe contar como ninguém jamais contou as milhares de mesmas histórias que nos cercam. Hilda era original no registro da escritura. E não importa como um livro acaba, importa como começa.

 

3-au-ju

 

Joyce já concluiu muito bem isso. Os melhores livros não têm final. Fluxo-Floema é um livro explosivo e marca bem os arrebatamentos mentais da escritora nos seus círculos pensados. Muitas vezes parece que ela pode perder o romance, mas com fôlego inacreditável, óbvio, fecha o livro de forma talvez incompreensível.

 

Juliana Frank

 

*  Está em curso a enquete 3 AUTORAS HOJE SOBRE HILDA, com participação das escritoras Juliana Frank, Ana Cristina Joaquim e Roberta Ferraz. A íntegra da enquete constará na publicação impressa ANTROHH, a ser lançada em novembro na Casa do Sol (mais informações logo). Cortaremos ao longo dos dias alguns trechos das respostas para o site.

 

** Juliana Frank é autora de ‘Quenga de Plástico[7 letras, 2011] e ‘Meu Coração de Pedra Pome[Cia. das Letras, 2013]